Chelly

Saturday, April 29, 2006

trab egito

2 CIVILIZAÇÃO MESOPOTÂMICA


A civilização mesopotâmica é de grande primazia e se desenvolveu na Ásia ocidental, no vasto e fértil território entre os rios Tigre e Eufrates. Suas primeiras manifestações remontam aos anos de 5000 a.C. e seu fim ocorre em 300 a.C. com a conquista das terras por Alexandre Magno.
Por volta de 3000 a. C. uma população migra-se para este local e trazem uma atividade agrícola mais adiantada e que após alguns séculos passam a se utilizar dos metais.
Sua grande característica é a troca comercial e, por causa disso, fazem uso precoce da escrita. Confiada aos escribas é a escrita o grande recurso originador de civilização e unificação entre os sumérios.
Por sua localização estar entre países circunvizinhos, é uma terra que sofre constantes invasões . Portanto, foi habitada por vários povos: os sumérios, os babilônicos, os caldeus, os hititas, os hebreus, os assírios, os aquemênidas, os persas, os partas, os selêucidas e os sassânidas.
- Sumérios (4000a.C. – 1900a.C.)
Os pântanos da antiga Suméria (hoje sul do Iraque) foram o berço das cidades-estados do mundo.
- As principais foram Ur, Uruk e Nipur.
Os antigos agricultores sumérios enfrentaram muitas dificuldades. A principal delas era a pequena quantidade de chuvas. Para obter água, abriram canais de irrigação.

Escrita Cuneiforme:A invenção da escrita é atribuída aos sumérios. Um sistema bem-sucedido onde o estilo terminado em forma retangular foi utilizado para escrever impressões em forma de cunha (cuneiforme) em placas de barro. As primeiras inscrições foram encontradas em Warka (antiga Uruk).
Como artistas, os sumérios salientaram-se nos trabalhos em metal, na lapidação de pedras preciosas e na escultura.
Servindo como exemplo para muitos outros povos, os sumérios desenvolveram o zigurate, edifício característico de sua arquitetura, amplamente copiado pelos povos que se instalaram posteriormente na região. O zigurate era uma construção em forma de torre, composta de sucessivos terraços e encimada por um pequeno templo.



Escadaria do zigurate de Ur


Os sumérios consideravam como principal função a desempenhar na vida o culto a seus deuses. Quando interrompiam as orações, deixavam estatuetas de pedra que os representavam diante dos altares, para rezarem em seu nome.
Dentro do templo havia oficinas para os artesãos, cujos produtos contribuíram para a prosperidade da Suméria. Os sumérios também construíram os primeiros veículos de rodas.
A cultura fundada pelos sumérios em 4.000 a.C., desenvolve-se igualmente o senso de proporções e ornamentação que tiraria a linguagem visual do estágio tosco da pré-história. Com seu grau maior de estilização e planificação, a arte mesopotâmica produz obras de grande qualidade estética, sobretudo no que se refere à variedade de motivos introduzidos para ornamentar estátuas e selos.
- Babilonios (1900a.C. – 1200a.C.)
Os babilônios estabeleceram-se ao norte da região dos sumérios. Fundaram Babilônia, sua capital.
Por volta de 1750 a.C., Hamurábi, um rei babilônico, conquistou a Suméria e a Assíria. Hamurábi conseguiu conquistar toda a Mesopotâmia, fundando um vasto império ao qual impôs a mesma administração e as mesmas leis. Era uma legislação baseada na lei de talião (“olho por olho, dente por dente”). É o famoso Código de Hamurábi, o primeiro conjunto de leis escritas da História.
Desenvolvendo os conhecimentos adquiridos pelos sumérios, os babilônios fizeram novas descobertas, como o calendário e o relógio de sol. Babilônia, a capital do império, tornou-se a cidade mais próspera e mais rica da época.
Com a morte de Hamurábi, o primeiro Império Babilônico entrou em decadência e acabou por desaparecer, com invasões sucessivas de povos vindos do norte e do leste.

- Assírios (1200a.C. – 612a.C.)
Os invasores da Mesopotâmia foram vencidos pelos assírios, que aos poucos foram conquistando as regiões vizinhas à Babilônia (729 a.C.).
Guerreiros famosos pela sua crueldade, os assírios constituíram um vasto império e estabeleceram sua capital ora em Nínive, ora em Assur.
O Império Assírio, porém, não resistiu à pressão exercida pela aliança entre os caldeus e medos que, liderando a revolta dos babilônios contra os assírios, destruíram Nínive e Assur (612 a.C.).

- Caldeus (612a.C. – 539a.C.)
A civilização Mesopotâmica entrou em seu estágio final com a destruição da Assíria e o estabelecimento da supremacia dos caldeus. Esse estágio é comumente chamado neobabilônico, ou Segundo Império Babilônico, porque o caldeu Nabucodonosor (rei da Babilônia nessa época) e seus seguidores tentaram reviver a cultura da época de Hamurábi.
Os caldeus foram, sem dúvida, os mais capazes cientistas de toda a história mesopotâmica, tendo deixado importantes contribuições no campo da astronomia.
Em 587 a.C., Nabucodonosor destruiu Jerusalém, após submetê-la a um cerco. Seguiu-se um período de prosperidade na Babilônia, quando foram construídos coloridos. Nabucodonosor reconstruiu o palácio real, que abrigava os famosos Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo. Ninguém sabe exatamente como eram; provavelmente formavam requintados terraços sobrepostos criando um imenso oásis artificial.


2.1 Arte Mesopotâmica

Devido às grandes invasões que houveram na região, a arte mesopotâmica tem várias mudanças, pois cada povo trazia uma manifestação artística diferente. Iniciaram com os estandartes que eram tabuinhas de argila de frente dupla com fundo pictórico onde incrustam-se perfis de figurinhas entalhadas em madropérola.
Possuíam também arte em cerâmica, produzida em oficinas, trabalhadas à mão, em forma de pratos, de taças e vasinhos, com pinturas em ocra brunida e elementos figurativos (animais, palmas, perfis humanos) que se tornam abstratos.
Um dos povos que habitaram a região, os assírios, dedicaram-se à função decorativa dos enormes palácios que construíram. Opulência e monumentalidade são dadas por figurações de animais e gênios, postos como de guarda ao soberano mormente as formas plásticas de possantes touros alados, dotados de cinco pernas, e com rosto humano ornado de barba fluente e nobre tiara, constituem uma contribuição original.


2.1.1 Arquitetura Mesopotâmica

A arquitetura mesopotâmica empregou nos seus estágios iniciais tijolos de barro cozido, maleáveis, mas pouco resistentes, o que explica o alto grau de desgaste das construções encontradas.
O primeiro centro sumeriano foi Uruk que não ficava longe da foz do rio Eufrates e foi neste centro que encontramos a mais imponente característica arquitetônica dos sumerianos: os zigurates.
Os zigurates são colinas artificiais, argilosas, sustentadas por muralhões geométricos, de tijolos crus, secados ao sol, que ascende a vários planos ou andares terraceados. No mais célebre zigurate de Uruk, o Templo Branco, uma longa escadaria branca subia para os vários andares terraceados, a caminho do vértice; dava assim aos fiéis a sugestão da subida a caminho do céu.
O zigurate da cidade de Ur é um dos que se conservam em melhor estado, graças a Nabucodonosor II, que ordenou sua reconstrução depois que os acádios o destruíram. O templo consistia em sete pavimentos e o santuário ficava no terraço. Acredita-se que na reconstrução tentou-se copiar a famosa Torre de Babel, hoje destruída. O acesso ao último pavimento era feito por escadarias intermináveis e estreitas que rodeavam os muros. O templo era dedicado ao deus Nannar e à esposa do rei Nabucodonosor, Ningal.
Totalmente construído com tijolos cozidos e palha, o grande zigurate de Ur ainda mantém de pé sua magnifícia escalinata. Sua imponente figura em meio à planície da cidade o transforma no centro social e religioso.



Zigurate de Ur



Já com os assírios o que se tem em mira é a glorificação do soberano e a opulência grandiosa da côrte. Surgem imensos palácios reais. O de Khorsabad ocupa 10 hectares e possui mais de 200 aposentos, alternados com pátios enormes.
Os babilônicos queriam fazer de Babilônia uma cidade esplêndida e fabulosa. A cidade era cercada por duas muralhas e o que a embelezava era o imponente palácio real. Em cima dos palácios com terraços, verdejavam os jardins suspensos, como um ato de se recobrir a estrutura mural, feita de tijolo cru, com ladrilhos esmaltados, de cores muito vivas. Sobre fundos azuis ou verdes, campeiam, assim, em cores quentes e claras, as figuras dos animais simbólicos: touros, leões e dragões.


Jardins Suspensos da Babilônia



Os reis aquemênidas construíram também grandes palácios. Dentre eles o palácio de Dario, em Persépolis, é uma mistura de todos os estilos produzidos pela arquitetura antiga. Com isso, os reis aquemênidas pretendiam aparentar uma imagem de universalidade e grandeza. Ao conquistar a capital Persa, Alexandre Magno destruiu seu palácio, mas a influência dessa cultura antiga chegou a suplantar a helênica em várias épocas de seu reinado.
No que se refere às tumbas, os monarcas aquemênidas, que não seguiram a tradição zoroástica de expor seus cadáveres às aves de rapina, mandavam escavar suntuosos monumentos funerários nas rochas de montanhas sagradas. Uma das tumbas mais conhecidas é a de Dario I, na encosta do monte Husseim-Kuh. Sua fachada imita o portal de um palácio e é coroada com o disco do deus Ahura Mazda. Este foi o modelo seguido posteriormente nas necrópolis.
As esplêndidas tumbas dos reis aquemênidas no deserto, ainda hoje despertam a admiração de todo mundo. Entalhadas na rocha, combinam também elementos arquitetônicos das diversas culturas do mundo antigo.

2.1.2 Escultura Mesopotâmica

A escultura mesopotâmica caracteriza-se por uma escultura estática, hierática, pesada e quase impregnada do sentido de um estupor terrenal. Esta característica encontramos, principalmente, na escultura assíria, que tem caráter oriental, na glorificação dos gestos de agressão, extermínio, deportação do soberano e do exército aguerrido. Ainda assim, em sua breve duração, consegue, fora de toda exigência de estilização, uma desenvoltura descritiva e realística, combinada com uma articulação espacial, acusando sobretudo valores de irrupção, ímpeto e dinamismo particularmente nas cenas de caça – tudo de expressividade tão rara quão eficaz.
Há também a feitoria de estátuas em abundância, esculpidas em pedra calcária, representando divindades, reis, funcionários importantes e o masculino/ feminino. A representação mais frequente é a de um devoto orando: uma figura rigidamente frontal, absolutamente estática, de mãos postas à altura do peito em sinal de prece. Para retratar a enorme devoção e concentração religiosa, o escultor o figurava com olhos enormes, arregalados contornados pelo oval betuminoso em contraste com o branco da córnea. Estas estátuas eram colocadas nos templos para substituírem a pessoa que representavam.
Peças de mármore (bustos, estelas comemorativas e relevos) foram também difundidas pelos mesopotâmicos.A mais importante é a estela encontrada em Langash, por ser a mais antiga do mundo e por representar pela primeira vez cenas de batalha.



Estelas


2.1.3 Pintura Mesopotâmica

Esta arte nunca floresceu na Mesopotâmia. O que houve foram poucas pinturas em cerâmica, mas não se estendeu por muito tempo. Entretanto, alguns frisos azulejados dos assírios e persas podem ser considerados pinturas, mas o que realmente temos são tijolos em relevo desenhando frisos coloridos.
3 CIVILIZAÇÃO EGÍPCIA

Em todos os tempos, a civilização egípcia foi, sem dúvida, uma das culturas orientais mais admiradas e estudadas pelas nações ocidentais. As investigações sobre essa antiga e misteriosa civilização atingiram o auge na Idade Média e no renascimento, mas foi somente no período neoclássico que avançaram decisivamente. Com base na pedra da Rosetta, encontrada por um soldado de Napoleão, o cientista francês Jean-François Champollion decodificou em 1799 uma série muito importante de hieróglifos, levando em conta as traduções em grego e em escrita demótica feitas na pedra.
A partir de então constituiu-se a ciência da egiptologia. Sua aplicação imediata serviu para a tradução e interpretação dos textos pintados e gravados em muros e esculturas de templos funerários. Esses textos, por sua vez, revelavam a sua função: repouso de reis e nobres e de seus incalculáveis tesouros, após sua morte. Muito pouco, no entanto, resistiu até os nossos dias. Os magníficos tesouros dos faraós foram, em sua época, alvo de assaltantes e ladrões, que ignoraram seu caráter intocável e sagrado.
Além de crer em deuses que poderiam interferir na história humana, os egípcios acreditavam também numa vida após a morte e achavam que essa vida era mais importante do que a que viviam no presente.

Inicialmente, a região do Egito estava sob controle de dois reinos diferentes. Zonas agrícolas eram constituídas aos longo das margens sul e norte do rio Nilo, e conforme houve a proximidade de tais áreas, regidas separadamente pelos já referidos reinos, foi realizada a unificação dos reinos, sob o reinado do Faraó Menes. A partir daí, uma série de dinastias se sucederam. Os faraós eram considerados também os maiores representantes das divindades na terra, sendo também considerados herdeiros das divindades. A figura do faraó era identificada como o deus Horus, o deus com feições de falcão. Após um período de domínio pelos Hyksos Semíticos da Ásia, o Novo Reino estabeleceu um império na Síria. A partir daí, o Egito passou a se envolver em muitas guerras na Ásia. Com a conquista do Egito pela Pérsia em 525 d. C., o Egito desapareceu enquanto território de tradições culturais próprias.
No apogeu da existência da civilização egípcia, já havia alta cultura entre os egípcios: através de seus registros hieroglíficos, supõe-se que a escrita egípcia deve ter sido desenvolvida a partir do ano de 3.200 a.C. Uma tradição de escribas possibilitou o registro de uma surpreendente produção "literária". Entre esta produção, contavam-se textos de ordens científica, histórica, filosófica e religiosa. Nesta última modalidade, pode ser observado o sistema religioso egípcio, que justificava o poder dos governantes: a representação dos deuses hierarquizados difundia-se através da classe sacerdotal, a qual obtinha muito prestígio e poder político.

3.1 Arte Egípcia

A arte egípcia teve algumas características básicas que a distinguiram:

• Na representação da figura humana, o rosto era sempre apresentado de perfil, mesmo os olhos sendo mostrados de frente. Isso nos dá um certo ar de irrealidade. O tronco era apresentado de frente mas as pernas sempre estavam de perfil. Esse é um aspecto bem curioso e chama-se lei da frontalidade. É fácil observar essa característica na maior parte dos auto-relevos e representações pictóricas do antigo Egito.



Figura humana



Havia um outro aspecto, conhecido como peso da alma. As pessoas mais importantes eram representadas em tamanho maior. Assim, o Faraó era sempre maior do que sua esposa. Em seguida a esses, pela ordem de tamanho, vinham os sacerdotes, os escribas, os soldados e finalmente o resto do povo. Por isso transmite-se a idéia de que os faraós eram figuras gigantescas, o que nem sempre era verdade.
Um outro padrão também nos aparece como curioso. As figuras masculinas usavam o tom vermelho e as figuras femininas o tom ocre.

Entretanto, o que mais se destaca na arte egípcia é de fato a arquitetura, através da construção de templos de tamanhos monumentais. A primeira imagem que nos vem em mente é a imagem de uma pirâmide.
É difícil imaginar como eram construídas as pirâmides. Devemos sempre ter em mente que foram levantadas dezenas de séculos antes de Cristo. Esse corte representativo é da pirâmide de Queops, uma das maiores. Essas construções foram erguidas unicamente com a função de túmulo e de preservação do faraó. A arquitetura egípcia era monumental Em algumas dessas pirâmides foram encontrados tesouros, também de proporções monumentais. No túmulo de Tutancâmon, por exemplo, foi encontrado um grande tesouro. Tutancâmon foi um faraó que morreu aos 18 anos de idade. No Vale dos Reis, onde está o seu túmulo, o sarcófago que continha a múmia do jovem faraó era feito de ouro maciço com aplicações em azul, coral e turquesa. O seu trono, datado do século XIV a.C. era feito de madeira esculpida, recoberto inteiramente em ouro e ornamentado com incrustrações multicoloridas em vidro, cerâmica esmaltada, prata e pedras preciosas. Esse trono está hoje no Museu Egípcio do Cairo e constitui-se em uma das peças mais esplêndidas do tesouro de Tutancâmon, assim como a sua máscara, uma peça de rara beleza.

3.1.1 Arquitetura Egípcia

As características gerais da arquitetura egípcia são:
 solidez e durabilidade;
* sentimento de eternidade; e
* aspecto misterioso e impenetrável.




Templo de Karnak


Templo de Luxor


O templo de Luxor, ao lado do templo de Karnak, foram um dos maiores monumentos da cidade de Tebas, no Egito Antigo. Sua construção foi levada a efeito sob o reinado de Amenhotep III, e dedicado à tríade de Tebas. Embora colossal em tamanho - cerca de 275 m de comprimento -, apresenta ao mesmo tempo linhas simples, geométricas. Colunas, muros e arquitraves eram cobertos por motivos inspirados nas vitórias do faraó, em cores vivas. À frente do templo havia estátuas colossais e dois obeliscos que estão hoje na Praça da Concórdia, em Paris.
A arquitetura egípcia aliava imponência e simplicidade. Todas as suas formas se originavam da casa residencial. Esta tinha plano retangular e dispunha-se em torno de troncos de palmeiras ou de outras árvores. Mesmo depois que os egípcios adotaram outros materiais - como a pedra -, subsistiram na decoração os temas vegetais: lótus, palma, papiros.
Com a expansão do poder do clero, o templo passou a ser a forma arquitetônica dominante; neles, fileiras de esfinges ladeavam a estrada sagrada. As colunas eram coloridas, ostentando motivos da natureza vegetal. O capitel, pefeitamente geométrico, tinha os ornatos na base e no alto da coluna estilizando a flôr de lótus (uma das características mais marcantes da arquitetura e decoração egípcias).
Os tipos de colunas dos templos egípcios são divididas conforme seu capitel:
Palmiforme – flores de Palmeira;
Papiriforme - flores de papiro; e
Lotiforme - flor de lótus.






Palmiforme



Papiriforme




Lotiforme



A partir de 3650 a.C. inicia a época chamada das pirâmides e a ela pertencem os faraós da III à VI dinastias. O primeiro faraó da III dinastia foi Djoser, que construiu o primeiro grande edifício de pedra: a pirâmide escalonada de Sakkara, no mesmo local onde se encontram as construções funerárias mais antigas do Egito em frente a Mênfis. Com o crescimento da cidade a necrópole também cresce, primeiro em direção sul até Dashur, depois em direção ao norte até Gizé. A IV começa com o faraó Snefru pai do famoso faraó Quéops, ele desenvolveu o método para construção de pirâmides de faces lisas, sua pirâmide foi construída em Dashur, mas foi superado pela magnificência dos faraós seguintes Quéops, Quéfrem e Miquerinos construtores do complexo de Gizé ao norte de Mênfis.
O Antigo Império termina com o período chamado Primeiro Intermediário (2190 a 2000) das dinastias VII à X. Por volta do ano 2000 a.C. a capital é transferida para Tebas.
O Novo Império é marcado pela arquitetura religiosa, são notáveis os templos de Amon-Ra em Karnak (por volta de 1570-1070 A.C.), de Horus em Edfu e outros. A arquitetura doméstica pode ser analisada a partir das casas desenterradas em Tel el Amarna que serviam aos artesãos contratados pelo faraó Aknaton (1500 a.C.). Embora as casas fossem construídas em alvenaria e não em pedra como nas grandes construções, inclusive no caso do faraó, tinham a significação essencial da arquitetura egípcia, dela se originam todas as formas arquitetônicas egípcias. O mais famoso faraó egípcio Ramsés II da XIX dinastia, reinou de 1290 a 1223 a.C.. Algumas de suas construções são: o Rameseum de Tebas, parte do templo de Luxor, e a sala hipostila do templo de Karnak. Afirma-se que ele mandou apagar o nome de outros faraós para colocar o próprio nas construções que mandou reconstruir.
As pirâmides do deserto de Gizé são as obras arquitetônicas mais famosas e, foram construídas por importantes reis do Antigo Império: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Junto a essas três pirâmides está a esfinge mais conhecida do Egito, que representa o faraó Quéfren, mas a ação erosiva do vento e das areias do deserto deram-lhe, ao longo dos séculos, um aspecto enigmático e misterioso. As pirâmides tinham base quadrangular eram feitas com pedras que pesavam cerca de vinte toneladas e mediam dez metros de largura, além de serem admiravelmente lapidadas. A porta da frente da pirâmide voltava-se para a estrela polar, a fim de que seu influxo se concentrasse sobre a múmia. O interior era um verdadeiro labirinto que ia dar na câmara funerária, local onde estava a múmia do faraó e seus pertences.







Pirâmides do Egito



3.1.2 Escultura Egípcia


Os escultores egípcios representavam os faraós e os deuses em posição serena, quase sempre de frente, sem demonstrar nenhuma emoção. Pretendiam com isso traduzir, na pedra, uma ilusão de imortalidade. Com esse objetivo ainda, exageravam freqüentemente as proporções do corpo humano, dando às figuras representadas uma impressão de força e de majestade.
Os Usciabtis eram figuras funerárias em miniatura, geralmente esmaltadas de azul e verde, destinadas a substituir o faraó morto nos trabalhos mais ingratos no além, muitas vezes coberto de inscrições.
Os baixos-relevos egípcios, que eram quase sempre pintados, foram também expressão da qualidade superior atingida pelos artistas em seu trabalho. Recobriam colunas e paredes, dando um encanto todo especial às construções. Os próprios hieróglifos eram transcritos, muitas vezes, em baixo-relevo
A escultura egípcia foi antes de tudo animista, encontrando sua razão de ser na eternização do homem após a morte. Foi uma estatuária principalmente religiosa. A representação de um faraó ou um nobre era o substituto físico da morte, sua cópia em caso de decomposição do corpo mumificado. Isso talvez pudesse justificar o exacerbado naturalismo alcançado pelos escultores egípcios, principalmente no império antigo. Com o passar do tempo, a exemplo da pintura, a escultura acabou se estilizando.
As estatuetas de barro eram peças concebidas como partes complementares do conjunto de objetos no ritual funerário. Já a estatuária monumental de templos e palácios surgiu a partir da dinastia XVIII, como parte da nova arquitetura imperial, de caráter representativo. Paulatinamente, as formas foram se complicando e passaram do realismo ideal para o amaneiramento completo.
Com os reis ptolemaicos, a grande influência da Grécia revelou-se na pureza das formas e no aperfeiçoamento das técnicas.
A princípio, o retrato tridimensional foi privilégio de faraós e sacerdotes. Com o tempo estendeu-se a certos membros da sociedade, como os escribas. Dos retratos reais mais populares merecem menção os dois bustos da rainha Nefertite, que, de acordo com eles, é considerada uma das mulheres mais belas da história universal. Ambos são de autoria de um dos poucos artistas egípcios conhecidos, o escultor Thutmosis, e encontram-se hoje nos museus do Cairo e de Berlim.
Igualmente importantes foram as obras de ourivesaria, cuja maestria e beleza são suficientes para testemunhar a elegância e a ostentação das cortes egípcias. Os materiais mais utilizados eram o ouro, a prata e pedras. As jóias sempre tinham uma função específica (talismãs), a exemplo dos objetos elaborados para os templos e as tumbas. Os ourives também colaboraram na decoração de templos e palácios, revestindo muros com lâminas de ouro e prata lavrados contendo inscrições, dos quais restaram apenas testemunho.


3.1.3 Pintura Egípcia

A decoração colorida era um poderoso elemento de complementação das atitudes religiosas.

Suas características gerais são:
* ausência de três dimensões;
* ignorância da profundidade;
* colorido a tinta lisa, sem claro-escuro e sem indicação do relevo; e
* Lei da Frontalidade que determinava que o tronco da pessoa fosse representado sempre de frente, enquanto sua cabeça, suas pernas e seus pés eram vistos de perfil.

Quanto a hierarquia na pintura: eram representadas maiores as pessoas com maior importância no reino, ou seja, nesta ordem de grandeza: o rei, a mulher do rei, o sacerdote, os soldados e o povo. As figuras femininas eram pintadas em ocre, enquanto que as masculinas pintadas de vermelho.

Os egípcios escreviam usando desenhos, não utilizavam letras como nós. Desenvolveram três formas de escrita:
Hieróglifos - considerados a escrita sagrada;
Hierática - uma escrita mais simples, utilizada pela nobreza e pelos sacerdotes; e
Demótica - a escrita popular.

Livro dos Mortos, ou seja um rolo de papiro com rituais funerários que era posto no sarcófago do faraó morto, era ilustrado com cenas muito vivas, que acompanham o texto com singular eficácia. Formado de tramas de fibras do tronco de papiro, as quais eram batidas e prensadas transformando-se em folhas.
A pintura egípcia teve seu apogeu durante o império novo, uma das etapas históricas mais brilhantes dessa cultura. Entretanto, é preciso esclarecer que, devido à função religiosa dessa arte, os princípios pictóricos evoluíram muito pouco de um período para outro. Contudo, eles se mantiveram sempre dentro do mesmo naturalismo original. Os temas eram normalmente representações da vida cotidiana e de batalhas, quando não de lendas religiosas ou de motivos de natureza escatológica.
As figuras típicas dos murais egípcios, de perfil mas com os braços e o corpo de frente, são produto da utilização da perspectiva da aparência. Os egípcios não representaram as partes do corpo humano com base na sua posição real, mas sim levando em consideração a posição de onde melhor se observasse cada uma das partes: o nariz e o toucado aparecem de perfil, que é a posição em que eles mais se destacam; os olhos, braços e tronco são mostrados de frente. Essa estética manteve-se até meados do império novo, manifestando-se depois a preferência pela representação frontal.
Um capítulo à parte na arte egípcia é representado pela escrita. Um sistema de mais de 600 símbolos gráficos, denominados hieróglifos, desenvolveu-se a partir do ano3300 a.C. e seu estudo e fixação foi tarefa dos escribas. O suporte dos escritos era um papel fabricado com base na planta do papiro. A escrita e a pintura estavam estreitamente vinculadas por sua função religiosa. As pinturas murais dos hipogeus e as pirâmides eram acompanhadas de textos e fórmulas mágicas dirigidas às divindades e aos mortos.
É curioso observar que a evolução da escrita em hieróglifos mais simples, a chamada escrita hierática, determinou na pintura uma evolução semelhante, traduzida em um processo de abstração. Essas obras menos naturalistas, pela sua correspondência estilística com a escrita, foram chamadas, por sua vez, de Pinturas Hieráticas. Do império antigo conservam-se as famosas pinturas Ocas de Meidun e do império novo merecem menção os murais da tumba da rainha Nefertari, no Vale das Rainhas, em Tebas.


4 O LEGADO DAS GRANDES CIVILIZAÇÕES

4.1 Civilização Mesopotâmica


A civilização mesopotâmica nos deixou muitas heranças, mas acredito que a que mais se destacou foi, com certeza, o surgimento das cidades. Sem eles, talvez não conseguíssemos viver agrupados, em sociedade.


4.2 Civilização Egípcia

Os conhecimentos da civilização do Antigo Egito, serviram de base à quase todas as religiões e filosofias existentes na atualidade. A herança deixada pelos egípcios, que se debruçaram sobre quase todas as áreas da ciência e do saber é incalculável, dentre esses legados, está a Astrologia Egípcia, um método de auto-conhecimento baseado na posição dos astros no momento do nosso nascimento. Os sábios egípcios eram extremamente hábeis para marcar o tempo, ótimos observadores, sabiam tudo sobre o movimento de rotação da Terra, muito antes que os astrônomos europeus explicassem o fenômeno, e o representavam simbolicamente através do casal Nut e Geb.

Muito obedientes aos sinais dos céus, que eram as imagens e as mensagens de seus deuses, exímios na arte de interpretar os astros e prever os destinos, foram provavelmente, os primeiros astrólogos de que se tem notícia.

Os egípcios consideravam a astrologia uma das ciências mais importantes de suas vidas e era tão fundamental que não saiam de casa sem antes consultar as predições do deus de seu signo. Acreditavam que os nascidos em um dia ruim teriam uma vida muito difícil e que quase nada poderia ser feito para modificar o que estava escrito nas estrelas

Além disso, os egípcios nos deixaram os conhecimentos da escrita e, o que futuramente, viria a ser o papel.


Mas o que realmente essas duas civilizações nos deixaram de presente foram duas Maravilhas do Mundo: as Pirâmides e os Jardins Suspensos da Babilônia.

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